segunda-feira, 6 de dezembro de 2021

NÃO ACABOU


NÃO ACABOU

Em tempos de escassez ou por mera distração, corremos o risco de deparar com a falta de alguns produtos. É triste, quando vamos fazer o café pela manhã, e constatamos que acabou o pó. Pior ainda é a angústia de ver a gasolina acabando no meio da viagem. Por outro lado, é tão bom, quando encontramos o local de abastecimento com tudo que precisamos.
No aspecto espiritual, algumas vezes, pode parecer que as ações de Deus acabaram, ou que as manifestações do seu poder foram apenas experiências de um passado distante, restando-nos agora a escassez.
Hoje, muitos mencionam fatos de 20 anos atrás, mas, naquele tempo, as pessoas também elogiavam os que viveram antes, principalmente nos dias do Novo Testamento.
Entretanto, até nos tempos bíblicos, houve questionamentos nesse sentido. Na época dos Juízes, por exemplo, as pessoas lembravam os tempos de Moisés como uma história gloriosa e distante da realidade.
Certa vez, um anjo apareceu a Gideão e disse:
"O Senhor é contigo, homem valoroso.
Mas Gideão lhe respondeu: Ai, Senhor meu, se o Senhor é conosco, por que tudo isto nos sobreveio? E que é feito de todas as suas maravilhas que nossos pais nos contaram, dizendo: Não nos fez o Senhor subir do Egito? Porém agora o Senhor nos desamparou, e nos deu nas mãos dos midianitas" (Juízes 6:12,13).
Sabemos que, nos dias de Gideão, Deus agiu novamente, marcando com milagres e livramentos aquela época.
Pouco adiante, lemos sobre a história de Davi, que se inspirou no passado, mas acreditou que o Senhor poderia agir outra vez, conforme está registrado nos Salmos:
"Ó Deus, nós ouvimos com os nossos ouvidos, e nossos pais nos têm contado a obra que fizeste em seus dias, nos tempos da antiguidade.
Como expulsaste os gentios com a tua mão e os plantaste a eles; como afligiste os povos e os derrubaste.
Pois não conquistaram a terra pela sua espada, nem o seu braço os salvou, mas a tua destra e o teu braço, e a luz da tua face, porquanto te agradaste deles.
Tu és o meu Rei, ó Deus; ordena salvações para Jacó.
Por ti venceremos os nossos inimigos; pelo teu nome pisaremos os que se levantam contra nós" (Salmos 44:1-5).
E novamente Deus agiu em favor do seu povo. O Senhor tem reservas inesgotáveis de poder, perdão, amor, graça e misericórdia, mas o limite está em nós.
Sabemos que os postos têm milhares de litros de combustível à nossa disposição, mas pode ser que não estejamos comprando o necessário. Nosso tanque é pequeno ou nossos recursos são poucos.
Da mesma forma, pode ser que a nossa busca espiritual seja insuficiente. O problema não está em Deus, pois ele deseja fazer maravilhas hoje como fez na antiguidade.
Afinal, "Jesus é o mesmo ontem, hoje e será eternamente" (Heb.13.8 ).
Pr. Anísio Renato de Andrade

DESVIO DE FUNÇÃO




DESVIO DE FUNÇÃO

Quando usamos um objeto para uma finalidade diferente daquela para a qual ele foi projetado e construído, podemos, eventualmente, incorrer em grande desperdício e prejuízo. Quanto maior será a perda, se dedicarmos nossas vidas a propósitos diferentes ou até mesmo contrários àqueles para os quais Deus nos chamou?
Sansão foi escolhido, capacitado e ungido para ser juiz e libertador de Israel. Contudo, o inimigo o colocou para girar um moinho no cárcere e servir de palhaço.
Quando poderia estar cultuando a Deus no tabernáculo, foi levado ao templo de Dagom, o falso deus dos filisteus.
A bíblia fala também de um jovem profeta, enviado pelo Senhor à cidade de Betel para profetizar contra o altar de Jeroboão. Conforme a ordem de Deus, ele deveria ir e voltar, sem parar para comer pão nem beber água, mas o jovem fez exatamente o que Deus proibiu. Coisas simples e aparentemente inofensivas podem ser fatais, principalmente quando sabemos que Deus nos alertou. Como consequência, o moço foi morto por um leão no caminho (1Rs.13).
Deus tem um propósito para nós, mas o inimigo faz de tudo para nos desviar da missão, de modo que façamos outra coisa, de preferência pecaminosa, mas não necessariamente desse tipo. Até coisas boas podem servir para desvirtuar o nosso objetivo. O que acontece é que a tentação do desvio envolve ganhos e vantagens.
Satanás tentou desviar o próprio Jesus de sua função salvadora, quando lhe ofereceu os reinos do mundo e a glória deles (Mt.4). Entretanto, Cristo estava bem consciente da vontade do Pai e não aceitou as propostas do maligno.
Sobretudo, precisamos tomar cuidado para que o pecado não nos domine de tal forma, que não venhamos a praticar as boas obras que o Senhor deseja.
Os discípulos foram chamados por Cristo para serem apóstolos, mas um deles tornou-se um traidor. Quanto aos outros, foram desafiados a se dedicarem ao serviço social, algo nobre e bom, todavia disseram:
"Não é razoável que nós deixemos a palavra de Deus e sirvamos às mesas. Escolhei, pois, irmãos, dentre vós, sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais constituamos sobre este importante negócio. Mas nós perseveraremos na oração e no ministério da palavra" (Atos 6:2-4).
Somos livres para fazermos tantas coisas boas na vida, mas devemos ficar atentos para que o principal não seja esquecido. Nesse sentido, Paulo escreveu a Arquipo e Timóteo:
"Atenta para o ministério que recebeste no Senhor, para que o cumpras" (Colossenses 4:17).
"Faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério" (2 Timóteo 4:5).
Pr. Anísio Renato de Andrade

domingo, 28 de novembro de 2021

MACHISMO E FEMINISMO


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MACHISMO E FEMINISMO

São duas formas de estupidez. A segunda é filha da primeira. São atitudes extremas que beneficiam um sexo em detrimento do outro.
O equilíbrio é necessário, mas homem e mulher nunca serão iguais. Deus os fez diferentes e lhes deu direitos e deveres distintos em algumas áreas da vida e equivalentes em outras.
A bíblia apresenta e defende um modelo de sociedade patriarcal, mas não machista.
Ao criar macho e fêmea, Deus deu a ambos o domínio sobre a terra (Gn.1.26-28). Temos aqui o direito administrativo de homens e mulheres.
Na família, ambos administram o lar (Pv.31.15, 27; 1Tm.3.4,12). Filhos menores devem se sujeitar ao pai e à mãe. Neste ponto, a bíblia enfatiza o lugar de honra da mulher ao lado do esposo. O quinto mandamento diz: "Honra teu pai e tua mãe" (Ex.20.12).
Os Provérbios apresentam homem e mulher como fontes de mandamento e doutrina para os filhos (Pv.1.8 ).
Algumas vezes, a esposa assume todas as responsabilidades familiares devido à ausência ou desvios de caráter do esposo, como foi o caso de Nabal (1Sm.25).
A lei de Moisés enfatiza a autoridade do homem, mas contém mandamentos que garantem direitos femininos (Lv.18.7-13).
A bíblia valoriza e engrandece a mulher de modo muito superior às civilizações dos tempos bíblicos. Por exemplo, está escrito que o homem casado vive para agradar a esposa (1Co.7.33). Que afirmação forte do apóstolo Paulo! Este dever masculino sobrepõe-se, inclusive, às obrigações ministeriais, caso haja necessidade de escolher entre ambos. Por outro lado, a mulher deve submeter-se ao marido, ou seja, é dele a última palavra. O resultado de todas estas determinações é o equilíbrio.
Submissão não é sinônimo de humilhação nem abuso, mas um lugar de proteção em amor. Por exemplo, Deus nunca mandou a mulher à guerra, mas sim o homem. O marido deve dar a sua vida pela esposa, se preciso for. Ela deve ser sustentada e protegida por ele. O contrário, na vida adulta, é vergonhoso, ainda que seja necessário em algumas circunstâncias.
A bíblia não preconiza a anulação das mulheres. O capítulo 31 de Provérbios, por exemplo, mostra uma série de possibilidades para ela na sociedade, sem prejuízo do seu papel de esposa e mãe.
A civilização humana caracterizou-se muito pelo machismo e a busca pelo equilíbrio tornou-se necessária. Nossa sociedade ainda precisa melhorar muito nesse aspecto.
As mulheres não devem ser usadas como objetos pelos homens, mas amadas e respeitadas.
Entretanto, o feminismo tem ultrapassado a busca legítima por direitos, transformando-se em desprezo pelo sexo oposto. Feministas, via de regra, são contra o casamento e dizem que não precisam dos homens. Algumas querem ser homens. Assim, a necessária colaboração entre os sexos transforma-se numa batalha que pode levar casais ao divórcio.
A luta extrema de algumas mulheres pela igualdade lhes faz perder ou renunciar o dom e o privilégio da maternidade.
O aborto, em muitos casos, é um instrumento desse processo cruel e desumano.
A pior forma de feminismo tende para a bruxaria e o lesbianismo.
Apesar de todas as realizações e conquistas de tais pessoas, o preço final pode ser a solidão.
Pr. Anísio Renato de Andrade

segunda-feira, 22 de novembro de 2021

QUEBRA DE MALDIÇÕES

 


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QUEBRA DE MALDIÇÕES

A bíblia fala sobre maldições (Dt.28, etc), mas não ensina rituais para quebrá-las. Esse tipo de prática não existe na bíblia. Jesus não fazia isso, nem os apóstolos.

A conversão resolve essa questão de uma vez por todas, pois Jesus assumiu as maldições em nosso lugar (Gal.3.13).

O problema é que muitas pessoas nem sabem o que é maldição. Trata-se de uma praga falada contra alguém. Quem fala precisa ter autoridade sobre quem recebe, e este, por sua vez, precisa ter culpa, pois está escrito: "A maldição sem causa não virá" ou "não se cumprirá" (Pv.26.2).

A maioria das maldições bíblicas foram faladas POR DEUS. Será que alguém pode quebrá-las? Hoje, muitos falam de maldição como se fosse obra de Satanás. Quebra de maldição e expulsão de demônios são assuntos que se misturam indevidamente.

O escape que Deus providenciou é a obra de Jesus na cruz. Quando nos convertemos, tomamos posse dessa libertação. Daí em diante, estamos protegidos contra toda e qualquer maldição, a não ser que abandonemos o Senhor, voltando à perdição. Neste caso, trata-se de apostasia. 

Muitas coisas são confundidas com maldições: traumas, influência do exemplo dos pais, doenças hereditárias, situação sócio-econômica, etc.

Não devemos amaldiçoar ninguém (Rm.12.14) nem podemos inventar maldições ao nosso belprazer, indo além do que está escrito (1Co.4.6).

Esse assunto de maldição virou mania de alguns líderes. Para eles, tudo é maldição. A falta de conhecimento e de discernimento dá lugar à generalização. Maldição de pobreza? Maldição do desemprego? Maldição da doença. Só não falam da "maldição da heresia e da ignorância". O que está valendo em alguns casos é a criatividade e nem tanto o conhecimento bíblico. 

Sejamos criativos nas coisas naturais, mas não podemos ser criativos na doutrina. A criatividade doutrinária, associada à ambição de alguns líderes, produz religiões como o catolicismo. E tem aqueles que vivem inventando demônios. É espírito disso, espírito daquilo. Já tem até "espírito de carnalidade"!!! É uma boa forma de jogar a culpa de tudo em Satanás e fugir da responsabilidade humana.

Estamos sempre lidando com as consequências dos nossos atos. Chamar isso de maldição é algo sem fundamento.

Pr. Anísio Renato de Andrade

domingo, 21 de novembro de 2021

INTERESSES OCULTOS


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INTERESSES OCULTOS

Por trás de quase tudo nesta vida existe algum tipo de interesse, bom ou mau, certo ou errado.

Por trás de um sorriso, de um abraço ou de um convite, pode haver uma intenção secundária, notória ou oculta. Cuidado!

Fora dos nossos círculos de confiança, talvez seja necessário fazer uma pergunta silenciosa: "O que esta pessoa quer"? Não sejamos enganados com palavras, títulos e aparências. Algumas vezes, é fácil descobrir a intenção, outras nem tanto.

Existem interesses legítimos, direitos que devem ser respeitados. É o caso do lucro nas relações comerciais e o salário nas relações trabalhistas. É sempre desejável o equilíbrio entre os benefícios para as partes envolvidas, de acordo com proporções razoáveis. 

Todo interesse, mesmo que seja positivo, só é legítimo dentro do contexto adequado, e isto envolve uma série de circunstâncias, tais como o tempo, o modo, o lugar e o tipo das relações. O desejo sexual é um exemplo.

A indevida combinação desses elementos pode desqualificar alguns desejos que devem, portanto, ser reprovados e abandonados.

Quando existe transparência nas relações, ficando bem claro o bom objetivo das partes, dentro da lei e da ordem, pode ser que tenhamos uma situação positiva e proveitosa para todos.

O problema que muitas vezes ocorre é a ocultação de interesses escusos sob a máscara da bondade. Há quem ofereça ajuda, quando o propósito oculto é a exploração.

A bíblia nos mostra um exemplo naquele episódio, quando Maria derramou um perfume sobre Jesus:

"Mas Judas Iscariotes, um dos seus discípulos, aquele que o havia de trair, disse: Por que não se vendeu este bálsamo por trezentos denários e não se deu aos pobres? Ora, ele disse isto, não porque tivesse cuidado dos pobres, mas porque era ladrão e, tendo a bolsa, subtraía o que nela se lançava" (Jo.12.4-6).

Portanto, até entre os seguidores de Cristo, em todos os tempos, existem pessoas mal intencionadas ou simplesmente movidas pelo egoísmo. Alguns querem apenas usar o nome de Jesus para alcançar fama, dinheiro e poder.

Certamente, não podemos generalizar, pois existem também aqueles que foram transformados pelo evangelho e têm o amor de Deus em seus corações. Uma das principais características do amor é buscar o interesse da pessoa amada e não apenas o seu próprio.

Pr. Anísio Renato de Andrade

sábado, 20 de novembro de 2021

A ESTRATÉGIA DA NEGAÇÃO

 


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A ESTRATÉGIA DA NEGAÇÃO

Ao fazer o marketing do fruto proibido, Satanás disse a Eva: "É certo que não morrereis" (Gn.3.4). 

O negacionismo em relação às das consequências abre caminho para todo tipo de pecado.

O argumento maligno nunca mudou:

"Fica tranquilo, este cigarro não vicia".

"Isso aqui não faz mal".

"É produto natural".

"Você para, quando quiser".

"Experimenta um pouquinho".

"Só hoje, só uma vez".


Em vários setores da vida, como nos relacionamentos e na política, muitos usam a estratégia de negar suas intenções. Tome muito cuidado. A mentira é o disfarce da maldade. 

Além disso, sempre se apresenta uma lista de supostas vantagens, como no caso do fruto proibido:

"Seus olhos serão abertos". 

"Vocês serão serão como Deus, conhecedores do bem e do mal". 

Seria como dizer: "Este veneno, além de não matar, ainda é gostoso e faz bem".


Há quem prometa muitas coisas apenas para conseguir o que deseja. Depois, desaparece. 

O Diabo pode falar o que quiser, e ele usa pessoas para isso, mas ninguém pode impedir o cumprimento da palavra de Deus: "Certamente morrereis".

"Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor" (Rm.6.23).


Pr. Anísio Renato de Andrade

CUIDADO COM A FALSA BÊNÇÃO


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CUIDADO COM A FALSA BÊNÇÃO 

 Muita gente quer um automóvel, mas já pensou se você ganhar um carro velho, quebrado e cheio de multas pra pagar? Pode ser um problema novo. Da mesma forma, a bíblia nos mostra exemplos de situações que pareciam repletas de vantagens, porém não eram boas. Podemos citar o fruto proibido diante de Eva, o prato de lentilhas para Esaú ou o navio que Jonas encontrou no porto para levá-lo a Társis. 

Quando Abraão queria um filho, a escrava parecia uma bênção muito interessante. Quando Jesus estava com fome, as pedras do deserto poderiam ser transformadas em pães. Seu desejo de ser aceito pelas pessoas poderia se cumprir, caso ele conquistasse todos os reinos do mundo e a glória deles. Assim também, muitas oportunidades de conquistas e realizações podem parecer atrativas e ideais, mas como saberemos se realmente são? Através das origens, princípios, preços e consequências. 

Frutos, lentilhas e pedras foram criados por Deus, mas precisamos ver quem está oferecendo e a que custo. Observe como a questão é sutil. Portanto, precisamos tomar cuidado com as oportunidades de negócios, trabalhos ou relacionamentos. O que parece bênção pode não ser. Ore antes de decidir e verifique se aquilo não te levará ao pecado ou será contrário ao propósito de Deus na sua vida. 

 Pr. Anísio Renato de Andrade